
Na madrugada
Eram quatro horas da manhã quando eu acordei com Júlia tossindo muito, ao meu lado na cama. Fui ver o motivo da tosse e descobri que o pai a tinha levado ao banheiro e esqueceu de colocar a calça, na volta. Fui ao quarto dela, peguei um moleton quentinho e voltei. Vestí a pequena e ao olhar em volta, ví que a fraldinha que ela dorme agarrada, estava esquecida no cantinho. Peguei o paninho e silenciosamente coloquei ao lado dela. quando eu ia deitando pra dormir, ela sentou na cama e perguntou:
-Agora só falta o bubu*, né mãe?
Me deu tanta vontade de rir que eu até perdi o sono.
Fico encantada com as mudanças de fase da pequena. Agora ela já ultrapassou as frases mais básicas (quero, dá...) e constroi sentenças mais elaboradas, mostrando seu desenvolvimento.
*Bubu é chupeta em Juliês.
Coruje você também
Alinhavado por Mary às
6/24/2005 11:05:01 PM
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Mais telefone
-Júliaaaaa, telefone pra você!
-Tô ocupada.
-Fazendo o quê, filha?
-Vendo Caillou!
alô
Alinhavado por Mary às
6/22/2005 09:56:37 AM
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ao telefone
-mamãe juju qué falar com vovó nesse telefone (apontando pro fax ao meu lado).
Eu pego o aparelho, disco pra minha mãe e passo o fone pra ela.
-Tá chamando, mamãe?
-Tá
...
-Alô. Eu quero falar com vovó.
...
-É Juju
...
-Vovó. Cadê minha Biliciqueta?
quem fala?
Alinhavado por Mary às
6/22/2005 09:54:13 AM
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Neologismos
Júlia, sentada na marquesa aqui de casa, penteava os cabelos da vovó, que estava na pontinha do móvel.
Minha mãe, tentando ficar mais confortavel, foi chegando pra trás, até que ouviu uma bronca:
-Pô Vó... você bundou meu dedo!
Ria aqui
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6/20/2005 10:10:37 AM
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e o de Antônio
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6/18/2005 11:09:03 AM
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Olhem que fofo o mostradorzinho de idade que eu fiz pra Juju!
Alinhavado por Mary às
6/15/2005 11:10:46 AM
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Sant'Antônio
Se você ontem não comemorou o dia dos namorados, não se desespere: hoje é dia de Santo Antônio. Você pode optar por uma das milhares de simpatias pra arranjar namorado, virar o santo de cabeça pra baixo ou rezar uma novena. Enquanto isso, baixe esta música daqui, pra ir entrando no clima!
Trezena de Junho é tempo sagrado na minha Bahia
Alinhavado por Mary às
6/13/2005 09:23:22 PM
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Valentine
Ontem foi dia dos namorados. Pra comemorar a data atrasada, ofereço a vocês essa música doAnimals:
Please don't let me be misunderstood. gostosinha mesmo, né?
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Alinhavado por Mary às
6/13/2005 09:11:56 PM
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Lindas asas
Educar é dar as filhos raizes e asas; E eu fico enaltecida pelas asas que a minha pequena já mostra ter.
Julinha é muito criativa e eu sempre dou risadas e suas invencionices.
Na escolinha dela, não lemro se já contei, as crianças armam um saquinho de fim de semana. Nele a gente coloca lembranças de tudo que fizemos para as crianças contarem na segunda-feira.
No sábado, eu levei as crianças aqui de casa pro Habbibs e peguei o saquinho de batata frita. No domingo fomos a uma festa de são João e eu larapiamente peguei uma bandeirola. A noite fomos visitar minha cunhada e ela presenteou a sobrinha com um conjuntinho de potinhos plásticos com uma batedeirinha idem.
Saco arrumado com Habbibs, bandeirola e batedeira, Juju foi hoje pela manhã pra aula.
Na hora de busca-la pra casa perguntei à professora: E aí, Júlia lembrou do final de semana?
E ela muito solícita respondeu: -Lembrou sim, contou que foi aniversário dela e vocês fizeram um bolo juntas na batedeira.
Pode uma pessoinha desse quilate? Lembrar que é bom, nada mas a imaginação voa a mil.
Use a imaginação
Alinhavado por Mary às
6/13/2005 01:21:24 PM
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Ontem, no carro, voltando pra casa, Júlia pede:
-Mamãe, bota a música da baleia!
Meu pensamento rodou o mundo tentando pensar que raio de música da baleia ela queria. Não encontrei nenhuma.
-Filha, não sei que música é essa. Como é?
-Roda... Roda baleia*, atenção.
*A música em questão é o jingle da bala de leite kids, tocado nos anos 70, que eu gravei numa coletânea que fiz pra ela. No lugar de baleia, a palavra certa é baleiro
Cante pra mim
Alinhavado por Mary às
6/13/2005 01:19:08 PM
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pequeno dicionário ilustrado de Antoniês-Português
CaRRo -
Mã-Mã -
Pai -
Aô -
Gááá -
Bó-a -
Mã -
Pá-pa -
Vovóf - Vovó Mariinha
Qué - eu quero isso, e quero agora!
Huuuummmmm - Isso na verdade é uma onomatopéia do som que ele faz quando tá retadinho porque não conseguiu algo com o qué!
Tá certo, o vocabulário é restrito mas você está esquecendo da comunicação não verbal. O menino tá mandando bem!
Diga aí
Alinhavado por Mary às
6/11/2005 11:07:30 PM
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Meu neném está crescendo
Júlia agora alterna e só às vezes me chama de mamãe. A maior parte do tempo é
minha mãe. Eu acho bonito vê-la crescer, mas nesse ponto fico com uma dorzinha no coração: não tem coisa mais doce e terna do que ouvir a sua vozinha me chamando "mamãe".
Pra minha sorte ainda tem Tom-tom que já balbucia suas primeiras palavras mas isso é assunto pra um outro post
Minha ma-nhê!!!!!
Alinhavado por Mary às
6/11/2005 10:35:30 PM
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Alinhavado por Mary às
6/10/2005 11:41:16 PM
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olhem a bonequinha da mamãe brincando e dançando.
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Alinhavado por Mary às
6/10/2005 10:35:42 PM
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AUUUUUUU
Enquanto eu ia rápido numa loja, comprar qualquer coisa, as crianças ficaram com Nando no carro.
Júlia, que não para quieta, pulou pro banco da frente e começou a mexer em tudo. De repente ela se encosta no ombro do pai e dá uma dentada:
-ai, Júlia, doeu. Pare com isso que quem morde é cachorro. Você é cachorro?
-É sim: Juju é cachorro.
e pensando melhor consertou:
-Juju é o lobo maaau!
Ai que mêda!
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6/5/2005 04:50:32 PM
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Hoje sentou-se no meu colo uma menina fofinha, carregando uma versão vagabunda (daquelas de um real) de livrinho da Pequena Sereia.
-Quem é esse filha?
-Linguado.
-e essa?
-Pequena Seleia.
-E esse? pergunto apontando pro príncipe.
-Pequeno seleia.
Resolvido o problema
Alinhavado por Mary às
6/5/2005 04:47:10 PM
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Zen: a arte de chatear a irmã
Júlia passeava no jardim com o papai: ao encontrar algumas orquídeas, pergunta:
-Pai, essa flor é de mamãe?
-É, filha.
-E essa é de Juju?
-É, filha.
A ela saiu correndo, parou na porta do quarto da irmã e começou a balançar de um lado pro outro oenquanto cantava:
-Nanda não tem Flô-ô, só Juju que te-em!!!
Pode?
Alinhavado por Mary às
6/5/2005 04:44:52 PM
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Coincidência
Ela tirou a roupa, entrou no banho e enquanto sentia a água quente escorrendo pelas costas, silenciosamente pedia que ela não esfriasse, como das vezes anteriores. Ninguém atendeu seus pedidos e o que era quente e acolhedor virou água fria.
Então ela tirou uma roupa qualquer do armário, se vestiu sem esmero, foi pra rua ainda molhada e pegou o primeiro ônibus que passou pelo ponto. Decidiu que quando visse um carro verde ela saltaria. Não um verde qualquer, nada daqueles cor-de-musgo-metidos-a-besta, tinha que ser verde mesmo. Desceu logo antes do aeroclube e seguiu em direção à Itapuã, andando pela pedra portuguesa, com cuidado para não pisar nas pretas. Era fim de tarde e embora as chuvas de maio não estivessem dando trégua, alguns corajosos aproveitavam a proximidade da praia para se exercitar.
Ela continuou andando e viu um grupo de capoeira jogando embaixo da lona de um circo. Apurou os ouvidos e ouviu o som triste do berimbau, numa ladainha de escravos.
Olhou para o chão e percebeu que pisara numa pedra preta... Ah, as malditas pedras pretas. Estava na hora de colocar os pés na areia da praia.
Passou por ela um casal correndo, ninguém parou, nem deu boa tarde, nem nada. O sol terminou sua descida no horizonte, mas como estava escondido pelas nuvens, ela não notou; evitou as escadas, preferindo um barranco e só um vendedor de caldo de cana, que estava arrumando o carrinho para ir embora, viu a estranha cena da moça clara, com cabelos soltos que saiu andando em direção ao mar... e não parou.
Ela andava e sentia a água fria nas suas pernas, depois barriga e peitos.
Antes de começar a nadar para a noite, a moça ainda teve tempo de lembrar um poema de Alfonsina Storni, que sua velha avó Argentina costumava recitar na sua infância. Dando-se conta da mórbida coincidência, ela sorriu.
Anda, date a volar, hazte abeja,
en el jardín florecen amapolas,
y el néctar fino colma las corolas;
mañana el alma tuya estará vieja.
Anda, date a volar, hazte paloma,
recorre el bosque y picotea granos,
come migas en distintas manos,
la pulpa muerde de fragante poma.
Anda, date a volar, sé golondrina,
busca la playa de los soles de oro,
gusta la primavera y su tesoro,
la primavera es única y divina.
Mueres de sed: no he de oprimirte tanto ...
Anda, camina por el mundo, sabe;
dispuesta sobre el mar está tu nave;
Date a bogar hacia el mejor encanto.
Corre, camina más, es poco aquello ...
Aún quedan cosas que tu mano anhela,
corre, camina, gira, sube y vuela:
Gústalo todo porque todo es bello.
Echa a volar... mi amor no te detiene,
¡cómo te entiendo, Bien, cómo te entiendo!
Llore mi vida... el corazón se apene...
Date a volar, amor, yo te comprendo.
Callada el alma ... el corazón partido,
suelto tus alas... vé... pero te espero.
¿Cómo traerás el corazón, viajero?
Tendré piedad de un corazón vencido.
Para que tanta sed bebiendo cures
hay numerosas sendas para tí...
Pero se hace la noche; no te apures ...
Todas traen a mí ...
Alinhavado por Mary às
6/1/2005 07:25:38 PM
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